Após quase um dia inteiro de procura, e já desanimado, decidido a retornar, tomar o filho nos braços e ir a pé em busca de um médico, e sentindo-se castigado por uma enorme sede, para a surpresa daquele pai amoroso, escondido por ramos de árvores nativas, lá estava a rocha em forma de chaleira, cuja água límpida e silenciosa, escorria abundante do seu rústico bico. O senhor extasiado pela surpresa, encheu as vasilhas que trazia consigo e partiu apressado.
Era noite alta quando se aproximou do rancho coberto de taboinhas. O olhar da esposa indicava que o estado do filho
havia piorado. Agora, tremia e delirava. o pai tomou-o nos braços, e o fez engolir um gole de água trazida. Depois, com o coração abrasado pela fé, sentou-o numa bacia, derramando parte sobre sua cabela, banhando o filho febril. tendo enxugado, deitou-o novamente agsalhando-o, pois ventava muito. A ventania, por toda a noite, assoviara por entre o arvoredo uma canção suave, como se desejasse embalar o sono do pequeno enfermo.
A passarada, em alvoroço, anunciava a chegada do novo dia trazido pelas mãos da aurora púrpura e vistosa. O vento se fora e com ele, misteriosamente, a febre da criança, agora totalmente curada.
O casal agradeceu a Deus por ter revelado num sonho a existência do local da água, onde anos depois, em sua peregrinação pelas terras paranaenses, viveria por algum tempo o Profeta João Maria de Jesus, dando definitivamente nome ao lugar que até hoje recebe visitas, com oferendas em agradecimento as graças alcançadas.